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VOZES DE OUTRORA (TEATRO DE NATAL)  (textos para teatros evangélicos) escrito em sexta 19 novembro 2010 06:50

TEATRO DE NATAL

 

VOZES DE OUTRORA

(ALEGORIA BÍBLICA)

Alfredo Mignac (De Horas Vibrantes )

(As dez cidades mais importantes da Palestina. Jovens com as insígnias declamarão ao som de instrumentos ou

à voz do coro

em surdina.)

BELÉM (trazendo à fronte uma estrela) -

Em mim nasceu o Redentor dos povos!
A Profecia predissera tudo
que acontecer devia sobre a terra!
Quando o tempo chegara, o céu se abrira,
apareceram anjos, coros sacros
e quanto a glória do Senhor encerra!
Cantavam. Harpas dedilhavam, ágeis,
em meio ao canto, de harmonias cheias,
em meio à Festa da Anunciação!
O povo em trevas assentado estava,
a Luz raiara, iluminando o mundo,
iluminando cada coração!

 

No firmamento, a Estrela peregrina
brilhando andava, assinalando o espaço,
a estrebaria onde Jesus nasceu!
Os pastores no campo ouvem, surpresos,
a Notícia maior, jamais ouvida,
- O Amor aos homens que do céu desceu!

NAZARÉ (com instrumentos de carpinteiro nas mãos)

Em mim cresceu aquele que, da glória
do Pai, ao mundo veio - ao mundo ingrato -
a alma perdida a Deus encaminhar! Operário - o trabalho amou na vida, Mestre - ensinou às multidões a
crença, Do coração no trono - quer reinar!

Com a serra, ele separa o Bem do Mal,
com o martelo, esmigalha do pecado
o poder, que aniquila, abate e mata!
O escopo é o bisturi que abre e descarna
a chaga cancerosa, e vê, profundo,
o que aflige o mortal, o que o maltrata!

Os nazarenos - que sofrer imenso! - um dia rejeitaram o Messias, Aquele que crescera no seu seio! Era o

Irmão Desconhecido, um pária, o Companheiro, agora indesejável, Ele, que é o nosso mais sublime anseio!

CANÁ (conduzindo uma talha) -

Em Caná, o milagre fez, primeiro, da água vinho puro de uvas frescas, denunciando ao mundo o seu poder!
Foi em mim que Maria, a Mãe bendita, ordenou-nos, a nós servos de Cristo:
- Fazei tudo quanto ele vos disser!

O milagre que ensina a utilidade, que evidencia a Fé que nos transforma, que principia em sangue e em
sangue acaba! O Cordeiro imolado - o apodo, o insulto, a cruz, os cravos, maldição e morte,
- tempestade de dor que atroz desaba!

BETÂNIA (trazendo livros) -

Em mim passou. E a glória que trazia
encheu de luz os filhos desta terra,
a doutrina ensinou do seu perdão!
Um lar - onde a tristeza entrara às portas,
fez à alegria retornar. A vida -
venceu a morte; a Luz - a escuridão!

Quanto bem, quanta graça, amor infindo, trouxe aqui, para o povo, abrindo a estrada larga, sublime, ao pobre pecador! A Lázaro - exumou, ressuscitando, A Marta - aconselhou; disse à Maria, ter ganho a melhor parte - o seu Senhor!

NAIM (uma viúva embuçada) -

Era tarde. O horizonte, uma fogueira, o caminho ensombrado. Em breve a noite cobriria o
infinito com o seu véu. O filho amado a morte arrebatara, o único arrimo do solar materno, ia
a caminho do seu mausoléu!

Ei-lo que surge! E com ele a morte estaca, e o pranto acaba e cessa a dor, e o luto cede o lugar ao gozo, ao riso, à graça! Ao filho ressurgir, tornou-me a dar a alegria da vida! Ó Cristo amado, tudo se acaba! O teu amor não passa!

JERICO (conduzindo uns cachos de uvas e figos) -

Aqui, a terra farta, Jerico,
hospedei-o, e feliz, inda sorri
entre as parreiras e figueiras bravas!
Ó mundo, andar queria em tua volta imensa
e ouvir a tua voz, sondar-te a mente,
para ver o que ví - quanto me davas?

Às minhas portas, Bartimeu, o cego, ao saber que Jesus ali estava, ao seu encontro foi,
clamando, certo de ter a luz dos olhos! E o milagre - ó mundo incréu - do cego de nascença,
todos conhecem - os de longe e perto!

E de Zaqueu, o rico publicano
que à figueira subira, para o Mestre,
que entre a turba se achava, contemplar!
A sua conversão ao evangelho,

 

a sua casa inteira aos pés do Mestre,

como a Jesus aprouve declarar!

GALILÉIA (trazendo um barco e rede) -

Ah! que céu e que mar, que lindas praias, quantas saudades, doce Galiléia, quantas
recordações tenho de ti! Chamando pescadores, barcos, redes, - Vinde após mim, deixai este
trabalho, almas ides pescar! Vinde, segui!

Mais tarde a tempestade o mar revolve e o vento e as ondas emudecem, quando a voz Suprema

se ouve, imperativa! A bonança se faz, a alma do crente

inflama-se de fé, arde de amor

e fica aos pés de Deus, contemplativa!

Galiléia de paz, de maravilhas, testemunha ante os séculos que passam, velozes, como o doido furacão! Galiléia! o teu mar, as tuas praias, o teu céu sempre azul - palco sublime - trazem saudades e recordação!

CAFARNAUM (com uma lâmpada acesa) -

Em mim foi que Jesus fez maravilhas como nunca se viu! Cafarnaum - a sede do trabalho e da cultura! O inferno, recuando; a Luz, fulgindo, o Poder, em ação: e o evangelho, sendo levado a cada criatura!

Os homens palmilhando outro caminho, os enfermos se erguendo, as sepulturas dando os seus

mortos. Cristo é a luz do mundo!

(Ouve-se a la estrofe do hino 183 do Cantor Cristão .)

SAMARIA (com um cântaro dágua) -
Meio-dia. A cidade sobre o monte;
os campos lourejando em trigo; a brisa
é suave; o sol passeia o céu profundo!

O poço de Jacó. Jesus chegara e descansava à sua borda, enquanto foram além os servos
comprar pão! A mulher desce ao poço cristalino, para água buscar - água terrena - e
encontra Água da Vida em profusão!

JERUSALÉM (uma espada, uma coroa e uma cruz) -

Foi aqui. O inimigo me trazia
sob o vil cativeiro! Ele pregava
o seu Perdão, a sua Paz e seu Amor!
Rejeitando a Palavra da Verdade,
sofri a mais acerba dor - grande martírio -
crucificando o Rei, o meu Senhor!

No templo, pelas ruas, nas cidades, nas casas, beira-mar, pelo deserto, ei-lo a falar
do seu poder imenso!
Em mim se deu o fato que estremece a natureza inteira - a sua morte - que o
mundo inteiro ainda traz suspenso!

Jerusalém! o mundo exclama; o Tempo, o Espaço, a Eternidade, bradam alto;
ninguém responde! Mas, um dia, o Rei virá nas nuvens claras do infinito, e a terra
inteira te verá, bendita, indo ao encontro da divina Grei!

(Cantando a letra abaixo com a música do hino 497 do Cantor Cristão , vão formando uma roda em torno de

Jerusalém, com os braços erguidos. Coro ou instrumentos acompanham.)

 

HINO PARA CANTAR NO FINAL

 

Longe, em Belém, Jesus nasceu, em Nazaré, cresceu, viveu; pelo

trabalho, que tanto amou, a alma perdida iluminou!

Foi em Caná - o vinho faltou, dágua, meu Mestre, vinho tornou;

em Betânia, a morte venceu, em um lar tristonho, alegria

[deu!

 

Coro :

Glória no mundo, Paz, Salvação, tudo deixou-nos e seu Perdão!

Jerusalém! cidade dos céus, em que habitam filhos de Deus!

 

Em Jerico o cego fez ver, depois Zaqueu salvou com poder;

na Galiléia - vinde após mim, barcos e redes deixai, enfim!

Cafarnaum, és facho de luz, Centro de fé e amor de Jesus; Ó Samária,

água bebei, glória rendamos ao nosso Rei!

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5 comentário(s)

  • Luzia Márcia mailto

    Dom 10 Mar 2013 01:11

    Há anos eu procuro essa peça na net pois eu a encenei na minha adolescência e nunca esqueci. Desejo apresentá-la este ano em minha Igreja. Estou feliz por encontá-la. Muito obrigada!

  • revelandodesejos Qua 24 Out 2012 14:31
    ...
    Deixei meu vento passar
    Deixei a água molhar
    Deixei o sol queimar
    Deixei tudo que mais gosto
    Para tentar encontrar
    a melhor forma para te amar"

    Deixei meu sabor,
    Deixei meu orgulho
    Deixei minha saudade
    Só para poder te encontrar"

    Deixei tudo que mais gosto
    para sonhar"

    Hoje não tenho mais nada


    Poema, Nunca Esqueça dos teus amigos

    Rodrigo Freitas 24/10/2012

  • Carmem mailto

    Seg 22 Out 2012 21:35

    Há mais de 30 anos apresentei-me como Jersalém na programação de Natal da Igreja.
    Que saudades daquele tempo.
    Vou passar para as professoras da EBD, quem sabe elas aproveitam para apresentar neste próximo Natal.
    Parabéns pelo blog

  • guidode Seg 28 Mai 2012 17:26
    Muito obrigado pela sua amizade.
    Bom dia e uma linda semana que a faremos. Muito obrigado pelo seu comentário e visita.
    Volte sempre ,beijos e abraços.

  • ana paula mailto

    Sex 25 Nov 2011 03:22

    achei muito bonita queria mais informaçaõ pois nao sei o hino q vcs colocaram no teatro


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